quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Peças Soltas...:Cortinas



Olá a todos, hoje dou início a uma rubrica aqui no blogue intitulada “Peças Soltas”. Nesta rubrica irei falar exatamente de peças importantes na decoração de uma casa, sejam elas fundamentais ou apenas o detalhe que poderá marcar a diferença!

Para começar vou falar-vos de cortinas, sim, sim…! Cortinas!

O que é que acham? São uma peça fundamental ou acessória na decoração de uma casa?
A meu ver, fundamentalíssima!
Quando pensarem na decoração da vossa casa ou de uma divisão apenas, não remetam as cortinas para segundo plano, please!! Não as deixem para último lugar, pois as cortinas requerem algum investimento e na fase final, com o orçamento mais apertadinho, vão acabar por comprar umas cortinas baratinhas que podem deitar por terra a vosso magnífico trabalho de decoração.

Vamos por partes:
Em primeiro lugar, as cortinas, além de conferirem privacidade são o elemento que dá textura ao espaço, são o detalhe que acrescenta conforto. Assim sendo, devem ser adquiridas na fase inicial da decoração a par de outras peças essenciais como a cama ou o sofá.
Dada a importância das cortinas no resultado final de um projeto, há que ter em mente que umas cortinas de boa qualidade, com um tecido durável e intemporal requerem algum investimento! De facto, o tecido, a confeção e os acessórios podem ser dispendiosos, sobretudo para uma casa inteira. Se o orçamento for reduzido privilegiem a sala e o quarto, pois são as divisões onde passamos mais tempo a descansar e que requerem maior conforto.

Quanto ao tecido e cor a escolher para as cortinas, é uma questão de gosto pessoal, porém com alguns limites!
Meus caros leitores esqueçam, por favor, a cortina a fazer um contrastezinho com a parede ou com o sofá! As cortinas NÃO são para sobressair no espaço, NÃO! As cortinas são para se fundirem, para se homogeneizarem com as paredes e restante decoração, só assim criarão harmonia e conforto. A cor deve pois ser clara, permitindo a entrada de luz natural durante o dia e o tecido deve ter uma opacidade bastante para criar privacidade. Em regra, os tecidos à base de linho são uma boa aposta, quer pela sua qualidade quer por se adaptarem bem a qualquer estilo decorativo.

No que respeita à colocação das cortinas é muito importante, quer seja em varão, quer seja em calha, que estas sejam colocadas desde o teto e NUNCA só um bocadinho acima da janela, acreditem que este pormenor faz toda a diferença.
Se tiverem mais do que uma janela no mesmo espaço as cortinas devem ser todas iguais, se as janelas forem na mesma parede poderão, inclusivamente, colocar uma cortina só ao longo de toda a parede. Esta solução é ótima sobretudo para ocultar janelas descentradas, além de que se cria a ilusão de uma parede maior.

 Em suma, as cortinas poderão ser o detalhe de luxo em vossas casas e por vezes as mais simples são as que acrescentam mais valor! Não se esqueçam, pensem nas cortinas logo na fase inicial pois a decoração de uma casa nunca estará acabada se as janelas estiverem despidas, mesmo que através delas vos chegue a melhor das paisagens… 

Espero que tenham gostado e que vos seja útil!
Obrigada pela visita de hoje.
Amanhã haverá mais Branco às Riscas… passem por cá.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Decorar a casa: começar pelo princípio...




Decorar a nossa casa é sempre um momento de grande entusiasmo, porém aquele espaço que se pretende tão nosso e tão especial pode ficar comprometido se não tivermos em mente alguns princípios básicos.
Hoje deixo aqui dicas fundamentais não só para aqueles que estão a começar a decorar uma casa mas também para quem pretende apenas remodelar uma divisão lá de casa.

Há que começar pelo princípio…
Bem sei que quando iniciamos um projeto queremos ver o resultado final rapidamente, somos muito imediatistas e esse é o nosso maior ponto fraco… como se diz por aí “a pressa é inimiga da perfeição!”
Deste modo enumero alguns passos que não devemos ignorar, valerá a pena!

1. Procurar inspiração: comecem por pesquisar na internet, em livros ou revistas de decoração; retirem ideias de filmes, de obras de arte, de moda… Guardem as imagens que compilaram e identifiquem cores, padrões e objectos que vos cativaram!

2. Definir o seu estilo: o que predomina nas imagens que vos inspiraram? Estilo clássico, moderno, minimalista, clean, romântico, uma mistura de estilos?

3.Decidir que utilização dar aquele espaço: reflitam sobre o vosso estilo de vida, o que faz mesmo falta na divisão? Não se esqueçam que as casas além de bonitas devem ser funcionais, são para vivermos nelas não apenas para serem contempladas! Por exemplo, ao decorar uma sala de estar devemos questionar: quantas pessoas é necessário sentar regularmente? A sala é para ver televisão, conversar em família ou entre amigos, ou ambos? Costuma trabalhar na sala? Há crianças em casa? Animais? Gosta de se esticar no sofá? Gosta de ler? Bem, poderíamos ficar aqui todo o dia… o importante é que a vossa casa se adapte à vossa vida!

4.Fazer um levantamento do espólio existente: quem está a começar do zero, pode saltar este ponto!! Mas quem não está não pode simplesmente deitar fora as peças em que já investiu e que, em muitos casos, são as peças de uma vida. Assim, recomendo que façam um levantamento de tudo o quem têm na divisão, se puderem tirem fotos (ver as peças isoladamente permite-nos ter outra visão) e depois separem-nas por categorias, as que são para manter, as que são para reciclar (pintar, estofar), as que são para vender e as que são mesmo para deitar fora!
5.Traçar o projeto: façam dois ou três esboços do projeto tendo em conta a funcionalidade do espaço e definam qual se adapta melhor às vossas necessidades.
Definam as peças fundamentais, as cores a utilizar, os tecidos…




6.Elaborar o orçamento: a parte chata chegou… chama-se budget e é capaz de arruinar o melhor dos projetos… mas não desanimem… por um lado há as soluções low cost! Por outro lado se souberem investir nas peças certas, não terão que comprar novas durante muito tempo (dedicarei muitos outros posts  às “peças certas”, fiquem atentos!). Neste momento há que definir quanto se pode gastar e há que elaborar a lista de compras (mas não se precipitem, explorem bem o mercado e tentem encontrar os melhores preços). Quando o orçamento supera o montante disponível, há dois caminhos possíveis: ou se é impaciente, pretendendo mesmo assim, decorar o espaço de uma só vez , o que implica adquirir peças mais económicas, ou se opta por uma decoração faseada, adquirindo primeiramente as peças major e completando a decoração ao longo do tempo!  Embora seja uma questão pessoal, considero a segunda opção mais vantajosa, pois comprar peças “ que fazem o mesmo efeito”  ou “para remediar” em regra significa que nunca ficaremos satisfeitos com o resultado e que acabaremos por ter que comprar a peça original, ou seja gastamos a dobrar!


7.Elaborar uma lista de tarefas: agendar com o pintor ou empreiteiro, encomendar tecidos, encomendar móveis…
8.Mãos à obra!!

Desculpem-me a extensão do texto, mas tinha que ser… e ainda ficou tanto por dizer!
Espero que tenham gostado e que vos seja útil!

Obrigada pela visita de hoje.
Amanhã haverá mais Branco às Riscas… passem por cá.